6 erros que fazem sua empresa perder dinheiro

São pequenos erros comuns nas empresas que causam grandes prejuízos

Estamos sempre preocupados e focados em faturar mais, que muitas vezes cometemos pequenos erros que comprometem nossa lucratividade. Por motivos diversos, esses erros passam despercebidos, e por isso separamos alguns deles para que você saiba como evitá-los.

1 - Falta de planejamento e análise

Comprar, vender, receber, pagar contas, atender clientes. Com tantas tarefas, dedicar um tempo para analisar e planejar parece quase impossível. Mas saiba que isso é fundamental para o crescimento da sua empresa. A correria do nosso dia a dia faz com que sempre deixemos para depois ações importantes para nossa empresa, e só percebemos isso quando a situação fica grave demais.

Analisar e planejar é fundamental para o sucesso de uma empresa. Dizer que não tem tempo para isso não é mais desculpa, afinal, sua empresa precisa que você a gerencie, indicando o melhor caminho. São processos e informações todos os dias, que devem ser analisados periodicamente.

Seu planejamento precisa de informações exatas, então, é fundamental que você possua ferramentas que lhe ofereçam dados confiáveis. Comece o quanto antes a reunir essas informações, e pelo menos uma vez por mês dedique tempo para analisar e planejar. Você verá o quanto pode ser melhorado e corrigido dentro da empresa. Não se esqueça de conversar com seus colaboradores, eles têm muito a contribuir e são peças fundamentais no planejamento da empresa. Com um planejamento definido, todos saberão onde é preciso melhorar, o que deve ser corrigido, e quais objetivos a empresa pretende alcançar.

2 - Não separar custos, despesas e investimentos

Para muitos, essas 3 opções são apenas custos, o que é um grande erro. Tratar toda saída de dinheiro da empresa como algo ruim, algo que não dá retorno, é um erro comum para muitos empresários. Quando analisamos nossa empresa, é preciso saber o que cada número representa para tratá-los da maneira correta. Assim, conseguiremos tomar decisões mais assertivas e diminuir os erros na gestão.

Custos: tudo que é gasto diretamente ligado com o que você vende, sendo um produto ou serviço, é definido como custo. Exemplo: o custo de compra de uma mercadoria para revender, o custo com matéria-prima de um produto produzido, uma embalagem utilizada, frete para entrega ou compra do produto.

Despesas: o que sua empresa gasta, não envolvendo diretamente o produto ou serviço que você vende, é tratado como despesa. Exemplos: salários, energia elétrica, comissões de vendedores, contabilidade, aluguéis. Porém a definição de despesa tem suas exceções, como por exemplo uma indústria, que possui salários e energia elétrica do setor de produção. Nesse caso, os salários da equipe de produção e a energia gasto com a produção, são tratados como custos pois interferem diretamente no produto.

Investimento: quando você compra uma máquina nova, para aumentar a sua produção, ela é um investimento. Implantar um sistema de gestão, que trará maior agilidade nos processos, informações sobre a sua empresa, entre outros benefícios, também é um investimento. Resumindo, investimento é a aplicação de recursos, tempo ou esforço visando obter algo em troca.

Lembramos que, os custos e despesas são definidos em fixos ou variáveis. São fixos, quando independente do volume de venda, os custos continuam os mesmos: aluguéis, contabilidade. Já os variáveis são aqueles que variam de acordo com o volume de venda do produto ou prestação do serviço: comissões, fretes, custo de mercadoria vendida, impostos sobre a venda.

3 - Misturar despesas pessoais com as da empresa

Muitos empresários tiram seus “salários” de forma pingada durante o mês. Conforme chegam as despesas pessoais, retiram dinheiro da empresa para o pagamento. Esse erro traz sérios danos para o seu negócio, pois fica difícil saber quanto exatamente o sócio está retirando da empresa e também não tem como incluir um valor exato nas despesas mensais. Se você age dessa forma, pare agora.

O correto é definir um valor fixo mensal para todos os sócios, um valor justo e compatível com suas atribuições e potencial da empresa. Esse “salário” dos sócios é chamado de pró-labore. Lembrando que o valor do Pró-labore não pode ser definido de acordo com a necessidade dos sócios, e nem pode ser um valor aleatório. Uma forma simples de calcular o valor correto, é colocando na caneta quanto custaria um funcionário para fazer as mesmas funções de um sócio.

4 - Falta de controle

Existem várias formas de controlar os processos e a parte financeira da empresa. Fazer esse controle no olho, ou até mesmo no papel, hoje em dia é altamente inseguro. Toda empresa precisa de um sistema, pois é uma ferramenta que une os dados transformando-os em informações de uma maneira rápida e confiável. Um empresário não pode mais deixar sua empresa sem um controle de caixa, sem saber quanto tem para receber e pagar, quanto tem de estoque, quanto vende, entre outras informações. Para tomar decisões rápidas e corretas, você precisa obter informações rapidamente e de fonte confiável.

Quando falamos em controle, não falamos apenas em controlar a parte financeira. Você também precisa estar ciente do que acontece em todas as áreas da empresa. É preciso ser um chefe presente, que conheça seus colaboradores e suas atribuições. Que esteja presente para ajudar, para orientar, para resolver um problema ou puxar a orelha.

5 - Precificação errada

Você já parou para pensar se a forma como você precifica seus produtos está correta?

Não existe uma única forma de calcular o preço de venda, o que você precisa é de uma formula correta e que se encaixe dentro da sua necessidade. Mas, para que seu preço de venda seja correto, é preciso que você saiba exatamente algumas informações antes de fazer o cálculo.

É preciso saber o custo real do seu produto. Quando você compra, além do valor da nota, seu produto com certeza tem outros custos como: impostos, frete, juros de parcelamento, manutenção, entre outros. Você também precisa levar em conta as outras despesas da empresa, quais não estão diretamente envolvidas no custo do produto. Por isso, lembre-se de somar tudo isso ao custo do produto na hora de precificar.

A margem de lucro tem suas particularidades, pois nem sempre conseguimos aplicar no preço de venda uma margem de lucro qual gostaríamos. Com a competitividade do mercado, muitas vezes nossos preços precisam ficar compatíveis com o dos concorrentes. Claro que você pode agregar valor ao seu produto, criar diferenciais para atingir margens maiores, mas isso é assunto para outro artigo.

Você pode definir sua margem de lucro como líquida ou bruta, independente de qual você usar, tenha em mente que você precisa lucrar. É necessário que as margens aplicadas, sejam suficientes para pagar todos os custos e despesas da empresa e ainda obter lucro.

Baseado nessas dicas, reveja seu método de precificação. Veja se hoje você calcula seu preço de venda baseado no custo real e, se a sua margem aplicada realmente lhe permite pagar as despesas e lucrar. Um método muito utilizado para precificação de produtos é o Markup.

6 - Visão mecanicista         

O modo como você observa sua empresa, e tudo que a cerca, tem grande influência nas suas decisões e resultados. Muitos ainda possuem a visão mecanicista, qual tem como objetivo o lucro, deixando de lado o que faz parte disso. Para termos lucro, atingirmos o sucesso, acabamos deixando de lado principalmente as pessoas que envolvem esse processo, nossos colaboradores e clientes.

Na visão sistêmica, olhamos a organização como um todo, um conjunto de partes que formam um sistema. Tudo é importante, todos os setores, todas as pessoas são importantes para alcançarmos objetivos em comum. A chave do sucesso mecanicista é a competividade e a chave do sucesso sistêmico é a cooperação.


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